Frerol
 
Frerol's blog
Dia 6
2010-08-09 6:33 PM PDT
Vi um alienígena hoje. Ele roubou meu pacote de biscoito.
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Dia 5
2010-08-07 1:54 PM PDT
A frente ainda domina o coração de trevas da cidade do Rio de Janeiro. As noites escuras, frias e chuvosas facilitam a ocorrência de crimes, uma vez que a segurança piora.

Um homem caminha por uma rua cuja única luminária está com sua lâmpada queimada há pelo menos três meses. A escuridão se intensifica à medida em que o indivíduo avança pelo lugar. Seus passos ecoam em meio às sombras ao seu redor.

Repentinamente ele afunda seu pé esquerdo, no qual ele calçou um All Star regular, em uma poça d'água. O palavrão que ele solta em meio às trevas parece ter sido amplificado pelo silêncio presente. Péssima ideia.

Ouve-se o ruído do destravar simultâneo de pelo menos dez armas de fogo. O homem pára de andar imediatamente.

- Ei, cara. - Alguém diz a aproximadamente 20 metros dele. - não devia andando por aí a essa hora da noite.
- É, mermão. - Outra pessoa diz. - Tu não tem visto TV ultimamente?

O homem coça a cabeça.
- Eu não estou procurando encrenca. - Ele diz

Ouve-se o som de risadas.
- Ih, alá o cara, mané! - Uma terceira voz diz. - Se liga, compadre, se tu não esvaziar tua carteira pra nós agora, tu vai amanhecer cheio de formiga na boca!

O homem suspira.
- Eu não estava pedindo. Eu estava avisando.

Ouvem-se mais risadas ainda.

O urubu dá um vôo rasante. Ele busca alimento. Faz algumas horas desde sua última refeição. Ele pousa tranquilamente num poste para descansar, e ouve vozes humanas alguns metros abaixo. Uma coceira repentina surge em sua asa esquerda. Ele se coça com o bico. Então ele contempla o céu nublado, rogando pragas em sua ancestral língua acipitrina. A humanidade já fez miséria demais nesse mundo.

Ouvem-se doze disparos de arma de fogo. O intervalo de tempo entre cada um é fenomenal. Menos de um milésimo de segundo.

O urubu nem sequer se sobressalta.

O homem guarda a pistola de volta dentro da jaqueta. Cidade dos infernos...
Então retoma sua caminhada.
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Dia 4
2010-08-06 1:24 PM PDT
A tristeza invade meu coração. A chuva e frio vento lá fora só aumentam a sensação de angústia que invade o meu ser. O que será de mim agora?

Eu olho para o que restou da única coisa que me prendia à caridade. A única coisa que me trouxe paz nesse mundo apodrecido.

Lágrimas de desespero escorrem pela minha face distorcida pela aflição.

Eu tomo coragem. Hora de deixar tudo para trás. Então eu como o último biscoito recheado da Piraquê de chocolate que restava no pacote.
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Dia 3 - Parte 2
2010-08-05 6:07 PM PDT
O trovão ilumina o aposento por uma fração de segundo. Nessa pequena fração de segundo é possível ver um homem encolhido no canto, tremendo bastante. Não é possível dizer se é de frio ou medo.

Outro trovão ilumina a cidade castigada pela chuva.

São 22h. O toddynho não desceu legal. Se eu sofrer um ataque agora, estarei vulnerável como um ser humano normal. Isso não é bom.
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Dia 3
2010-08-05 12:31 PM PDT
A chuva cai fria e melancólica. As nuvens escondem o brilho dourado do sol, e pioram a aparência da cidade - cidade esta que em dias de sol já não possui tanta beleza assim.

Eu olho pro relógio. São 16:30. Hora de tomar toddynho.
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Dia 2
2010-08-04 8:45 PM PDT
As luzes da metrópole bruxuleiam na distância. A poluição luminosa impede que qualquer estrela presente no momento no céu seja vista por olhos humanos. No topo de um prédio residencial na Zona Sul do Rio, um atirador de elite ajeita a mira.

O vento sopra suavemente, balançando os cabelos do homem. Ele puxa o gatilho.

A bala viaja rapidamente, matando um morcego desafortunado no caminho, e chegando no seu destino poucos segundos depois.

Eu quase vejo a bala tarde demais. Ela atinge a parede atrás de mim. Aquela tinta não foi fácil de encontrar. Alguém vai pagar muito caro por isso.
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Dia 1
2010-08-03 2:20 PM PDT
Eu atravessei a rua para comprar pães franceses quando de repente um esquadrão de agentes do FBI surgiu na esquina e começou a disparar contra mim.

Sem entender eu puxei minha Desert Eagle modificada para suportar balas .50 BMG e comecei a disparar de volta.

Pena não ter sobrado ninguém para me contar o motivo do repentino ataque.
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